Estar.

Não sei como deveria ser e mesmo que soubesse, ainda não seria assim. Eu escuto gritos e pela maior parte do tempo, sou engolida por eles. Os ouvidos respondem por vozez sem que as minhas cordas vocais vibrem. Eu corro pelos campos já não mais fartos e agora fadados a desertificação, sem que meus pés toquem um milímetro de solo.  Eu não estou ambientada ao meu meio sem que ele sequer um dia tenha mudado, eu fui a lugar nenhum. Porém, eu estive onde estou, em lugar nenhum.

Seu paradeiro é incerto, parece oscilar entre lugares que ela já esteve e os quais quis estar. Desejo esse involuntariamente voluntário, onde ela é a pessoa que não está no controle, nunca está. Há muito tem-lhe fugido pelas veias na constante fuga por entre os dedos, uma vez que estás caida, ela saberá que ele está ali, sob sua palma. Certfica-te de haver fissuras suficientes com passagens apropriadas até que ele lhe escape, oportunamente, e lhe confira a mesmice.

No entanto, ainda é indiferente. Ela não levantara e atrás dele não fora, por mais que o fizesse, ela não deixaria de estar. Não mudarás.

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