Impossibilidades.

É no mínimo estranho e constrangedor por não entender o suficiente e poder pintar isso em outras palavras que definitivamente se enquadrariam melhor, promovendo algum sentido ou, até mesmo, um fundamento. Mas antes mesmo que fosse decidido procurar por esta, a conclusão de que não seria o suficiente e não acharias aquilo que estás a procura, torna qualquer plano de busca inexistente. Ainda assim, continua a ser estranho.

Está constantemente pensando quão inútil és ou, como gostaria de aumentar isso, até que fosse inútil o suficiente para que enfim, percebesse a inutilidade disso, vendo então que esteve no limite de supérfluos todo o tempo, apenas se deixando persuadir de que não está lineando futilidades, desejos ou vontades, de que o mundo material não és tu que tangeia. Apenas para quando virar o rosto e deparar-se com o relfexo, estarás encarando o muro, a barreira, aquilo que certificou-se estar nos extremos quando, na verdade, estivera ali por todo o tempo.

Tempo que ao mesmo tempo consegue ser insuportável mas não consegue livrar-te, pois está suportando. Tempo que parece escasso mesmo quando cada batida no ponteiro dos segundos parece pulsar como o sangue sobre um hematoma. Tempo que você pensa quando é tudo o que luta para passar sem que você o faça. Tempo este, que você não enxerga e tampouco define, tempo este que você não controlas, insistindo para não tirar o relógio do pulso,  orquestrando a trama no cronograma de passadas ilusórias, esforçando-te para manter o compasso, mesmo quando não és tu que estás nele.

Ajude essa que rejeitas, quando és tu quem luta por ajuda, ajuda para relutar e distanciar, fazer cessar qualquer fruto ou possibilidade iminente de recebe-la, você sequer anseia por um vislumbre. Ela não foi convidada, não há um requerimento ou ela sequer é conhecida para tornar isso possível.

Ora, isso não se trata de possibilidades. Não é possível, não foi e não será.

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