Estranhar.

As coisas estão estranhas, e isso não tem a ver com a minha capacidade de fazê-las assim. Talvez, também não tenha a ver com eu me incomodar com as mudanças, enquanto o mundo se adequa a frases como ‘Não te prendas a rotinas’, eu apenas não consigo enfrentar como pode ser isso. Não estou dizendo que as coisas devem ser rotineiras e imbecis, como tudo do quotidiano infernal. É apenas que a ideia de mudar é repulsiva.

Eu não sou a criatura perversamente teimosa com a mente irrevogável. Eu sou apenas aquela que não consegue suportar o que mais pode vir além. Melhorar não vai. E por mais que eu insista na ideia de que não há meios de se piorar, repita horas a fio até que tenha a impressão de passar a ser admissível, afinal, o que mais há a ser perdido? Não há o que temer, não há o que esperar e nada está por vir, as coisas foram e ficaram. O que está para ser está aqui, é isso que não vai mudar. E o cerne dos temores, possivelmente, acaba sendo moldado.

O conforto não é falso, ele apenas não é completo e onipresente. Humano, até. Não sei quanto a veracidade, não sei a realidade.

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