Perdas.

E então, voltamos as origens. Por mais que a considerem como finalista, apenas presente numa linha onde aguardam estar longínqua e momentaneamente inalcançável, estão simultaneamente dando o laço final na venda que tapa seus olhos, tirando-lhe a visão com o discernimento necessário para absorver a incontestável consideração perdida sobre a perda. Ela é apenas a linha da largada a ser cortada, não há chegadas. Não há um começo antes de seu fim. Tampouco há uma perda sem seu fim.

A verdade é circundada por essa relação de impróprios tendenciosos a mascararem qualquer coisa que acreditem valer de algum tempo, perdido. Protelar pode ser um sintoma, este que será inutilmente perdido, comumente inevitável. Por mais que as coisas estejam terminando a cada maldito milésimo de segundo, elas estão apontado, para cada par de olhos saltados, a indicação de um início. Única e iminente, constante e onipresente eis que surge a perda.

As coisas estão sendo perdidas. Estão sendo passadas e então, perdidas. Estão sendo esquecidas e então, perdidas. São condenadas e então, perdidas. São invariavel e inquestionavelmente perdidas. Não há formas de mudar isso, não há uma alteração que não vá ser perdida. São as conhecidas perdas, nós perdemos para elas, nós perdemos para elas e então estamos perdidos.

Somos condenados a perdição. E há quem duvide da religiosidade disso, sábios foram os pioneiros e perdidos.

Prazos de validade, vida útil, o-que-quiser e afins, são os rótulos habitualmente vendidos sem o menor preceito de sua longevidade.  Há uma exposição absurda sobre a perda, há perdidos absurdamente alheios à ela, há perdas absurdas para perdidos absurdos, há perdas para todo o mundo. E não há absurdo algum nisso.

Se as coisas vão se perderem por si só, porque diabos temos de perder tudo? Se a perda está ali, porque ela não está perdida? Ela não se perde. Mas nós perdemos para ela. Nós somos perdedores. Nós estamos perdidos. Apenas se adimitirmos isso, teremos a face no vislumbre de um esclarecimento. Só para perdemos outra vez, só para escurecer e não fazer sentido, só para ser perdido, só para ser perdido…

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