Ser aceita/deslocada. Aceitar o deslocamento.

Por mais que você não consiga achar o defeito ou, outrora, não pare de achá-los, você não irá aceitar a ausência destes ou simplesmente irá deslocar-se para onde tenham menos. Até chegar o ponto que o esclarecimento estará em finalmente dar-se conta de ser você o defeito.

Não é que eu tenha vivenciado uma infinidade de lugares e me inclinado o suficiente a descobri-los, é apenas que não teremos o resultado. Não esperamos um resultado, pois sequer o conhecemos para esperá-lo. Não encontramos seja-o-que-for para fazer o-que-quer-que-seja nem que ambos fossem diferentes de grandes incógnitas que aguarda para virem e assombrá-la quando bem lhe aprouver.

O desconhecido continua a encarar, invasivo. Não é de dar arrepios, é desconhecido. Ela sabe exatamente onde ele está, em seu horizonte ou em qualquer lugar. É provável que a persiga, que estejam lado a lado ou, até mesmo, que ambos sejam os mesmos. Tornara-se desconhecido o que há muito afirmara estar explícito. As coisas não são como eram antes, não vão ser como foram. As coisas nunca deixaram de ser, apenas é a volta das que não foram.

Voltam, para pertubar-lhe. Estacionadas, parecem nunca mais deixar e ir ou deixarem de ir. Mas nós apenas lhe damos valor quando estamos prestes a deixá-las. Não há valor algum nisso. Eu fui deixada, o desconhecido estacionou-se.

Por quanto tempo mais eu vou ter de fingir? Eu não vou me encaixar. Eu sei que não. Não há lugar do qual eu pertença, não há lugar algum. Não há limites, não há o conhecido. Não há o espírito aventureiro ou o ideal de liberdade, abordado em reformas e renascimentos históricos.

I’m screaming but nobody can hear me. Eu só queria que você pudesse me ouvir. Eu só queria que estivesse aqui. Você é tudo que sobrou e tudo que posso ter. Mas você se foi, e me deixou aqui.

Ninguém está aqui. Eu sei que estou sozinha. Sempre estive. Não podem ver quem eu vejo, tampouco escutá-los. Como eu ajudaria alguém, quando nem todas as drogas do mundo podem me salvar de mim mesma?

Contudo, a solidão continua a ser menosprezada e os relacionamentos superestimados.

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