Mostragem.

Você só percebe o quão pequeno é, quando há algo que o suprime, constantemente. Até que, impiedosamente, é esmagado. Não é que nunca se tenha tido a consciência de seu tamanho, importância ou, quem sabe, sabedoria. É apenas uma questão de valores. Eu não faço, não fiz questão de saber que valor haveria isso.

Dizem que relações familiares é e deve ser o motivo de seus deleites, sua base e até mesmo uma prioridade irrevogável. Bem, eu consigo saber onde estou. Definitivamente, em lugar algum. Apenas, com os desmoronamentos constantes é perceptível a base irrelevante. Não há como priorizar a aflição, sem distrações para a agonia e deleites incontáveis, uma vez que nulos.

Não é questão de fugir a regra e rebelar-se. Exceções não precisam ser cobiçadas. É apenas a diferença, que insiste em concentrar-se em mim, como uma resenha de última hora, por improviso. Fazendo os fatos subsequentes não passarem de ecos, repetições mal ensaiadas.

Os perssonagens continuam os mesmos, em seus papéis e fora de suas marcas, com os tempos trocados. Com o roteiro desfeito, com um script que não chegaria à esquina. Com pessoas que não chegariam ao papel. Porém, o fazem mesmo assim. Fora das telas. Apenas para eu deslocar-me, com o repudio por teatros desse calibre, a habitual aversão com encenações.

Um empenho maior só resultaria numa audiência com mais pontos, nunca sairia de cartaz. Eu realmente não quero sentar e ficar para assistir, por mais que insistam em fazer com que tudo se passe diante de onde quer que eu esteja. Eu não vou me livrar disso, não há salvação.

Não importa quão ruim a protagonista seja, ela nunca será a vilã. Enquanto eu, como única platéia, não consigo ser a vítima. Eles fazem disso um show interativo, onde apenas eu reagiria a algum ato. Onde todos são direcionados a mim, por mais que eu não faça a mínima do que está acontecendo.

Eu só quero que as máscaras comecem a cair, eu não vejo espetáculo algum. Não é nada convincente, não é um entretenimento, mas é imperdível. Não voluntariamente, é claro. Eu só espero que não haja carga de energia o suficiente, que as luzes se apaguem de uma vez e que isso ou, qualquer-coisa, os impessam de continuar.

Salvo, meus cumprimentos a protagonista, ela é uma péssima atriz,  pois não há papel algum a ser interpretado. Ela só pode ser ela mesma que conseguirá manipular cena por cena, ser aclamada. Todos lhe darão ouvidos e, sinceramente, estarão ouvindo o nada.

Caso isso fosse mesmo um teatro, eu poderia acreditar que vilões não sairiam ganhando. Como não é, eu continuo perdendo.

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