Começar e recomeçar, Um Final.

Quando se passa tempo demais acreditando não estar mais ali, você passa a realmente não estar. Caso você acredite que pode estar de volta, as coisa continuam como estiveram. Você não vai se encaixar. Por mais que ainda sejam as mesmas pessoas que supostamente estariam ‘ali’, elas não são as mesmas. Para elas mesmas ou, quem sabe, apenas para com você.

Você não consegue estar ali de fato, na verdade. Repetes coisas como ‘eu estarei aqui’ quando está, na verdade, tentando descobrir uma maneira para que algo sooe mais real, no intervalo que não está procurando pelas saídas. Estas que invariavelmente estariam mais distantes, inalcançáveis ou, inexistentes.

Questiona-se sobre como veio parar aqui, outra vez. Estivera há muito em outros lugares, as pessoas não eram diferentes. Elas apenas não estavam lá. A questão não é quão ausente esteve, mas quão ausente poderia estar para alguém. Houve, de fato, o ponto onde deixaria as amarras e então, como se pudesse, deixar e ir.

As pessoas se apegam, a verbos. Eu consigo pensar em dois, pensar não seria um destes. Perder e deixar. Você está perdido se é deixado, você então deixa para poder perder. Contudo, você apenas estaria indo. Resume-se em ir. Como as coisas não inconstantes e a fugacidade desgraçada que insiste na onipresência.

Você não deixa de ir, não deixa de perder. Você perde se ir. Por que diabos se perde mesmo quando se é deixado? Você não deixa de perder, afinal. Seriam três verbos. Não mudariam, contudo. As coisas são inalteráveis quando não deixam de mudar.

Mudar. Eu só queria que não existisse algum momento no tempo em que pudesse ser registrado algum começo, debalde. Absolutamente, eu fora a primeira. E então, as coisas só continuaram. Como se estivessem prestes a se partir, eu dera o impulso. Consegui com que a ponta da faca pendesse para o lado que apenas acabaria com o começo. Apenas começaria a terminar com qualquer outra coisa. Primeiramente, a coerência. Pois fora a primeira a deixar de existir.

Uma vez que o raciocínio fora perdido, o desuso de hábitos e feitos considerados fundamentais, apenas mostrou-se fundamental em todas as outras coisas, tão infundamentadas que chegaram apenas ao nada. Apenas um amontoado da mesmice. Da mesma ausência. Do mesmo. Nada. Um cíclo? Nada, ainda.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s