Rascunho sobre a imundície.

Por quê?

É rídicula a frequencia com que começa a vomitar palavras e acaba por cuspir indagações, quando não consegue nem com todas suas entranhas reviradas e seu estômago na garganta, achar algo que a faça ver além do caos que se formara. Por mais que tenha saído de ti, você não o reconhece. Não é por admitir, é simplesmente por não poder engolir outra vez.

Acumulara negações, reviravoltas, dedicações e proferiu vezes demais o quanto não chegaria perto de digerir nada como aquilo, por simplesmente ser indigesto. Seu estômago pode clamar por analgésicos, músculos por relaxantes, a cabeça apenas contentar-se-ia com a decapitação.

Passara tempo em demasia fitando o cardápio que deixara escorrer por seus dedos desatentos, para notar que não havia nada o que pedir. Acreditara, mesmo quando há muito decidira que não haviam crenças a seguir, que seu pedido jamais seria atendido, por não ter sido feito. Não por engano, o garçom não hesitara em assinalar algo que apenas resultaria em desapontamentos.

Desapontamentos não deveriam ser servidos sem esperanças para acompanhamento. Porém, é possível decepcionar-se mesmo quando não se espera por isso. Pedir por algo é diferente de esperar, não pedir e esperar, teria apenas como produto algo do conhecimento de todos.

Beber um ‘eu sempre soube’ pode rasgar o caminho inteiro de seu esôfago e ainda assim ter estragos superiores em todos os outros órgãos. Em todas as outras coisas, em cada sequencia que aguardaria. Em todas as sequencias que não ligou para assistir.

Sequencias que agora se repetem involuntariamente em sua cabeça, preenchem sua mente com fitas que apenas fariam um pornô se sentir em casa. Você não pediu para vê-las. Sempre soube seu conteúdo, e as diferenças não se minimizam.

Saber de alguma coisa, não altera seu conteúdo. O destinatário ainda é o mesmo. O remetente não seria você e vice-versa. Não há triângulos onde os quadrados são perfeitos, lados simétricos. A geometria não é sua, e isso não é a droga de um teste. Apenas é como se fosse. Como se você soubesse, e mesmo assim, você apenas conseguiu entregar em branco.

Rasuras, anulam a questão. Você sempre soube sobre não saber de coisa alguma, preocupou-se em estudar o nada. Aprender, e apreendê-lo. A reprovação é iminente. Como um rascunho, nós rasgamos e amassamos. Apenas passou o tempo enquanto não haveria importância no que estaria ali, não chega a ser um suporte quando em milésimos de segundos, estaria no interior de uma lixeira.

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