Realidade Ilusória.

Eu não pedi por nada como isso. E mesmo que me conhecesse o suficiente para saber o que pedir, eu nunca poderia tê-lo feito de uma forma tão exata, de formas tão desconcertantes. Como se algo estivesse mesmo errado, lhe avisando a cada milímetro que o ponteiro dos segundos se desloca, a mensagem de fuga é inegável. Porém, você tem cada músculo de seu corpo inclinado a permacer como está. Sem nenhum deslocamento, por menor que este seja.

Não é apenas sobre onde se encontra, e sim o que faz. Acredita que as coisas realmente não devem melhorar e que tudo deveria continuar como está… Seja lá como isso for. Acontece que, quando ambos não conseguem se manter, ambos precisam cair. E definitivamente não o fariam com o outro bem ali, ao seu lado. E o orgulho se desmantelaria dos professores em orgulho. Seria alguma manifestação de um altruísmo em desuso, ganhando seu espaço.

O que pode fazer a misantropia ser levada ao altruísmo? Impossibilidades. Nada disso nunca foi possível, nunca soubemos onde estivemos e o que fazíamos enquanto as horas transbordavam. Nós não vimos o sangue escorrer ao passo que a toxicação corroía o interior de sua aorta. Mesmo acreditando que nossa visão nunca estivera tão apurada.

A verdade é que não há realidade para nós.

Antes do princípio escolhemos não viver nisso, não participar de um jogo duplo e não se importar com o inseguro. Apenas nos trancamos no escuro, sem procurar por algum refúgio. Nunca olhamos ou questionamos, se o que encontramos seria a mudança, algo que transmitisse esperança. Nós já haviamos declarado “Viva a Desesperança”.

Cada um fora previamente montado, direcionado por nada para apenas lugar nenhum. Nós não nos encontramos, apenas esperamos que o espelho transmitisse um reflexo diferente do único imaginável. Nós nos vimos, apenas para dizer não estarmos mentindo. Na verdade, não saberiamos se estivessemos ou não. Nós não sabemos.

Sinceramente, é odiável o fato de usar um ‘nós’, sendo que uma única pessoa é SINGULAR. Mas, quem é você? E o que faz aqui? Eu não consigo, eu não sei o que ou quem eu sou, e eu consigo estar sozinha mesmo com uma infinidade de vocês c0m vozes de diferentes origens, no que costumavam chamar de corpo. Para mim, é o mesmo que sepulcro. Não há paz, afinal. Quem a quer? Nada passa de ilusão. Nada. E eu não a quero. Afinal, de quantas maneiras pode ser iludido e acreditar em ilusões?

A verdade é que não há realidade numa ilusão.

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