Let’s go back to the start.

Lembra-se de quando eram apenas palavras perdidas sobre como parecia ser você ali, fazendo eu sentir algo? Ou, pensar estar sentindo? Você deveria ter se limitado, uma vez que eu não o fiz. Ou simplesmente deveriamos ter pensado no que diabos seria aquilo.

Seria aquilo tão semelhante ao que sentiu uma vez, que fora tão impossivelmente ruim que afirmou nunca mais sentir só para não correr o risco de experimentar uma segunda vez? Fora seu último sentido. Como explica o que está acontecendo agora? Está mesmo sentindo? E como pode ser ainda pior? Contudo, é indiferente.

Você sabe que não há mudanças quando o que estivera para mudar já fora irremediavelmente alterado.

Eu poderia só estar esperando o que vai acontecer e torcer para que seja alguma coisa e não simplesmente o final de todas elas. Eu não posso deixar essa lágrima cair e descobrir que ela não vai ser quente como a anterior. Eu ainda sou fria, preciso do seu equilíbrio.

Nenhuma de nós suportaria outra quebra. Mas nós não percebemos que estavamos em algo que se quebrasse, seria maior que qualquer outra coisa que já haviamos imaginado. E nós não estariamos preparadas, mesmo que tivessemos esperado por algo assim o tempo inteiro.

Nós julgamos não estar sentindo quando tudo o que fizemos foi sentir algo sem precisar fingir. E essa era uma ideia inconcebível. Nós aderimos metáforas para algo que não deveria haver subjetividades e afins, em alguma coisa que importasse. Nós deixamos o que não importaria claro, para transbordar. Nos esquecemos de perceber a verdade.

O que não percebemos é que estavamos fundo demais para poder esconder mais alguma coisa. Nós chegamos no cerne e então conseguimos ver o que acontecia ali, sem saber. Eu não quero pensar em como está sendo usar ‘nós’, outra vez. Mas soa como se fosse a única vez, pois não é o mesmo. Nada é.

Você não é de companhias, eu também não. Nós não somos o ‘nós’. Você continua sendo única, e eu continuo não sendo você. Mas isso não significa que não tenhamos nos misturado. E que eu não tenha gostado. Mas isso implicaria em mudanças, e eu não consigo permiti-las. Eu não quero ser responsável por nenhum mal que possa acontecer com você. E você está bem assim.

Mas a verdade é que não aconteceria. Você continua inalterável. Não existiu alguém para impedir você ou deixar as coisas estáveis. Eu nunca vou ser pra ti o tanto que foi/é para mim ou eu imaginei que fosse. Em segredo, como numa invenção.

Acontece que não há motivos de tentar fazer um só texto em ‘nós’, pois não há palavras humanas que consigam pintar tal sentimento inumano. Não é como se espectros fossem ter um ao outro quando eles simplesmente não tem nem eles mesmos. Mas não é como se eu pudesse dizer que você só vai ser essa sombra, e que está ausente.

E por apenas um segundo eu me senti plena, enquanto você me atravessava. Sentir você romper minhas hemácias não é como se fosse acontecer uma espécie de hemorragia, é apenas como se o sangue pudesse circular. Fluir por minhas veias, uma vez que você estaria dentro delas.

Saber da existência de algo, algo que não existe mais… Só faz você perceber que consegue estragar algo mesmo sendo desconhecido. E quando o conhece, é apenas para não se esquecer que nada do que se relacionar com você, estará imune à destruição. Mesmo sendo exatamente o que você daria um mundo inteiro, para ter. Para conhecer.

Eu não consigo falar, eu não acredito que estou mesmo em posição fetal outra vez. Eu não posso deixar que esse buraco que está aqui seja como o outro, porém eu consigo antever que é potencialmente maior e paralizante. Ainda como eu sempre soube que estava, do fantasma que esteve ali, anunciando que estava pronto para abrir e sugar você, cada minúscula coisa que poderia estar em você.

Eu não consigo entender como foi que nos prevenimos de qualquer dor, para chegarmos até aqui e nos encontrarmos com uma maior do que ousariamos questionar a existência. Eu me esqueci de que você faria com que eu existisse de alguma forma, como numa realidade. Mas que isso não seria indolor. E então parece que a única mudança que conseguimos, foi voltarmos ao marco zero.

Eu não posso me perder de você. Mesmo sabendo que você não estaria perdida sem mim… Eu não quero considerar outras perdas.

“You have suffered enough and warred with yourself, It’s time that you won.”

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