(…)

Eu tenho considerado simplesmente aplicar a arte do ‘não dizer’ em várias outras áreas, lê-se: Todas. A questão não seria o que se tem a dizer em si, mas as reações caso o faça. Outra vez, não seriam as reações em si, dado que não é de real importância… Apenas quando diz algo e você mesma não consegue entender com clareza, a confirmação é de que algo está errado.

Não relacionariamos com teorias sobre o bater de asas de borboletas e tufões, ou algumas palavras e então tempestades. Seria apenas a tentativa malfadada de um manifesto. Manifestar vontades, verdades, considerações, hipóteses… Confusão. Você não precisa bagunçar um mundo inteiro porque decidiu manter-se do avesso, com o sentido inverso.

Os textos deixam de ser sugestivos quando o número de subliminares é decadente, e você consegue corar apenas de pensar que alguém venha a lê-los. Tenho questionado do que adiantaria linhas intercaladas com mensagens perdidas, deslocadas. O que seriam ideias varridas, cuspidas em outros lugares, escancaradas para depois de reabastecidas, encubri-las com outra dose de simulação.

Nós temos estado num constante pretérito, onde o subjuntivo é predominante. E por mais que isso nunca tenha sido diferente pra mim, a alteração no pronome pessoal é assombrosamente significativa. Não é questão de desestimular ou afins, é se amedontrar. É sentir a afronta e não saber onde pisar, não saber no que se pode apoiar.

É ver o campo minado e pressentir cada bomba que estaria prestes a estourar, mas é ao mesmo tempo não saber decidir se é o desvio ou a explosão que seria querida. Poderia dizer que sinto-me estagnada, sem movimentos, por não saber a combinação dos ideais, dos que mexeriam do jeito certo contigo.

Mas é apenas por não saber se mexeriam também comigo.

Há muito que eu deixara de preocupar-me com as respostas, pois foi provado das mais diversas vezes sua piedade para aqueles que iludidos, acreditam um dia achá-las. Eu não procuro por respostas, pois elas não indicariam uma solução ou o seu caminho. Eu não consegui desvendar a pergunta exata, para esperar por alguma resposta.

Digo mais, a solução pouco satisfazer-me-ia uma vez que os acontecimentos que considerariam problemas em potencial, eu apenas os veria como passagens. Passagens que uma vez entre seus pertences, não há outro caminho além de apenas embarcar no transporte que será sua condução para aquilo que alguns se atrevem a chamar de destino.

Talvez eu só queira que as bifurcações sejam menos frequentes, que os desvios menos abruptos e principalmente, que os caminhos não sejam paralelos. Apenas um perpendicular faria com que se encontrassem. Eu não disponho de nenhum tipo de manipulação e também não há garantias. Acredito que talvez eu só queira falar algo e saber onde a tempestade está se formando, mas qual borboleta soube porventura o lugar que se formara o tufão depois de um simples bater de asas?

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