(in)Finito.

Eu sei que demorei, protelei, ou simplesmente deixei o tempo ir, sem querer ter essa pausa e repassar por tudo. Mas talvez seja necessário, eu quero que você saiba. Eu não quero ter que esconder ou mentir, porque eu detesto a ideia de que poderia ser você fazendo alguma dessas coisas. Ou, talvez, eu só quero te trazer pra perto. Enquanto eu tremo, com medo, e digo aos soluços “Like jellyfish, right? We are like jellyfish, as I wished. Like Jellyfish, like jellyfish, jellyfish…”

Talvez tenha começado ou terminado, ou recomeçado assim. Quando eu pude ter certeza de que nós duas estavamos certas. Que não era eu querendo você ou você me querendo, era “nós” nos querendo. Quando eu pude amar você, mesmo estando longe. Mas como você conseguiu através de palavras me transportar pra alguma direção em que mostrava os flashes, passando com borrões nítidos e demorados, como se fossem lembranças, e não só alguma esperança do que ainda não aconteceu. Aquilo estava ali. Estava acontecendo. Você estava comigo.

E eu preciso acreditar que ainda está. Porque eu não quero pensar que você pode ter ido, e terminado. Nunca consegui. A ideia de um erro, de um estrago, de um deslize, de um engano. Bem, nós seriamos um erro lindo. Mas eu fico só com a parte da beleza, porque se fosse o erro, seria o mais lindo. Enfim, não é isso. É só que… Você pode ir a qualquer momento. E se for, acredito que deveria saber antes. Saber de coisas que eu não sei nem como elas poderiam ser ditas.

Coisas como eu pareço conhecer o seu toque, sem saber a textura da sua pele. Como eu consigo ouvir você dizer algo, combinar sua voz com a sua expressão, sem nunca ter presenciado algo assim. Como a sua risada, parecendo sinos ao vento, aparece nos meus sonhos, sem que eu um dia tenha comprovado algo assim. Como o meu coração se faz presente, acelerado, só quando eu vejo o aviso “Jack acabou de entrar”. Como, se for em uma resposta, eu começo a ficar inquieta, remexer em tudo, enquanto não vejo a tela subir e parar de aparecer que está digitando algo. Como você consegue me surpreender, quando o mundo todo já se tornara tediosamente previsível. Como quando você faz algum agrado, o meu olho começa arder e às vezes despeja uma lágrima quente, que parece provocar faíscas quando toca a pele. Como eu consigo imaginar o peso da sua mão sobre a minha, quando preciso que me segure, se tenho medo. Como eu consigo parar, mesmo acordada, e imaginar nós duas, e parecer que eu estou sempre sonhando. Como o meu cérebro parece reconhecer qualquer coisa que se relacione com você. Como eu consigo desejar você cada vez mais, querer você cada vez mais perto. Porque mesmo que eu sinta, escute, veja, sonhe com você… Eu tenho estado sozinha. Mesmo quando é como se você estivesse em mim, e isso nunca pudesse ser inteiramente verdade. Como eu sei que nada do que foi nosso, vai estar perdido um dia. Como nós sempre vamos ter os filmes, e isso vai estar aqui. Não importa o intervalo que exista entre eles. Como sempre vamos encontrar uma música, ou ela nos encontrar, e ser o ritmo perfeito, numa melodia toda nossa. Como os seus textos ainda vão me invadir como luzes de um farol, em pleno alto mar, impedindo que eu me afogue e seja engolida. Como você fez estar ok não estar ok. Como você conheceu, mais e melhor que ninguém, como eu sou, como eu posso ser, como eu fui e no que me tornei. E não se importou com a bagunça ou a confusão. Como isso dá tão certo, e faz eu pensar que é eterno. Mas não é. E, eu amo você. Muito. E eu ainda vou amar, como amei. Ainda assim. Eu só quero que esteja aqui para poder ser amada. Eu não pesso que me ame, mas se quiser, se puder, eu quero. Porque isso faz com que eu te ame mais ainda. Pelo simples fato de ser assim, tornar real. Mais verdadeiro. Ou ainda mais abstrato, como um sonho. E se você me acordar, eu quero que esteja ao meu lado. Para ser a primeira coisa que eu veja, e que seja isso que me mantenha acordada. Mas se você quiser que eu durma, eu ainda quero que esteja ao meu lado, para ser a última coisa que eu veja, e eu sonhe com você. Vê? É como se eu pudesse escrever um livro inteiro, ou nunca fosse terminar. Então, por favor, continue. Porque é você quem completa e faz todas as ligações, os ajustes, os reparos. É você quem nos aproxima do máximo, ainda sem conhecer algum limite, e faz com que não seja diferente do perfeito… Ideal. Pra mim. E, com sorte (por falta de vocabulário ou expressão), para “nós”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s