Pain.

Ninguém nunca vai saber sobre essa dor. Eles não vão sentir, não vão… Entender. Entender o que nem eu entendo. Toda essa agonia, essa dor que parece me partir em centelhas de cacos. Como um vidro estilhaçado que substitui meus órgãos, enquanto a dor aumenta com a sua intensidade, numa velocidade vertiginosa, a medida que sinto dúzias de pregos perfurarem meu peito, com as inúmeras marteladas incessantes logo em seguida.

A dor lancinante parece não ter fim. Nada assim teria. Toda dor, desespero, agonia e afins, parece multiplicarem-se, sendo tudo o que resta. Não deixando abertura para que nada mais seja sentido, ou que algo além disso exista. As imagens do desenrolar dos fatos, do fim inevitável, acabam preenchendo, automaticamente, minha mente com uma frequência ascendente.

Eu sei (sei?) que isso não deveria estar acontecendo, nada assim… Eu já não sei mais o que quero, quando qualquer desejo tornou-se apenas resquícios de vontades passadas, substituídas apenas por uma. Deliciosamente fatal.

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