(in)Certezas.

Àquele ponto, eu definitivamente não sabia o que estava prestes a acontecer. Eu não sabia. Por mais que as imagens estivessem rodando nitidamente em minha mente, as outras coisas ainda atingiam dimensões desconhecidas. O medo não partia do ato que era mostrado nelas, era, na verdade, mais assustador a casualidade com que eu tratava o suicídio em si. Eu o desejava, algo que há muito deixara de ser secreto. No entanto, nenhuma atitude fora tomada de fato. Talvez seja por conta de minhas oscilações, ou porque não acreditavam em eu ser mesmo capaz de concretizá-lo. Contudo, o erro estava exatamente ali. Eu estava plenamente ciente de que era capaz. Eu não podia jogar todas as minhas incertezas pela janela, mas a afirmação era falsa quando se tratava de outra coisa a atravessando.

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