Word’s world.

“Me apaixono cada vez mais pelas palavras, porque elas são as únicas que parecem explicar o físico. Elas me mantém no controle que há muito já perdi.”

― Fag Writer.

Por vezes me encontrei entegue as palavras. Via nelas o que nao conseguiria ver de nenhuma outra forma, ou por outro modo.

Era através do silêncio, os mais longos e provocantes, que elas surgiam, rompendo as paredes e se debruçando pelas linhas, pronunciando-se em relevos nao muito propricios, pois o assunto era demasiado frágil para que ultrapassasse qualquer obstáculo que se opusesse a sua passagem, imortalizando com letras o que meu cerne me assegurava ser eterno.

Vi vogais com consoantes se unirem com linhas que pareciam compor uma unção, construindo pontes que nao mais se abalavam com as incertezas e divisões tão humanas.

As palavras me nutriam de tal maneira que eu poderia afirmar serem como ferro a um anêmico. De um jeito nao necessariamente sutil, elas viabilizavam ordenar pensamentos, sentimentos, emoções e o que mais existisse.

A crença mais crível que me consumia era de que palavras tinham poder. Quem as controlava, nao precisava de nenhum outro meio de expressão, ou qualquer outra coisa. Pois, antes de mais nada, era de palavras que tudo é feito. Nao há nada maior. Nem menor. É a suma, a conclusão, um principio e um meio. Uma arte.

Propiciavam um controle que há muito já perdi. Há muito extinto. Ao buscar pela palavra, busco tudo sem nada ter, busco o saber, busco nao temer. Busco apenas parar. Busco ceder quando as encontrar. Sejam certas ou erradas, aprecio tê-las, obrigando-me a mantê-las em harmonia sem ser passageira, mas de eloquencia verdadeira. Busco palavras que me perturbam, perambulam por meu sangue, eletrizando cada ligação por eles feita. Quero, quero e as quero. O detalhe, apercebi, elas me têm.

Contudo, meu livro fora fechado. Se acabado ou nao, nao há como saber, mas nao há borrachas ou rasuras, apenas as páginas brancas que se seguem, inconclusas, vagas e partidas. Eu estive amassada. E agora encontro-me irremediavelmente ilegível.

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