Reprimida.

As imagens estavam todas ali, expostas em forma de leque. Os sons com o desenrolar de outros fatos também estavam presentes. Ela via e revia, numa repetição esmagadora, passagens que sabia ser de grande importancia.

Ainda com o valor indeterminado ou desconhecido, também sabia que nao era nas dependencias de sua mente que tamanho conteúdo deveria esconder-se.

Ela queria ser capaz de exprimir aquilo tudo. Nao importava a maneira que o fizesse, apenas importava que se concretizasse.

Ela queria expelir aquele material. Mostrar o sangue, as feridas, as cicatrizes, assim como as mais intensas e terriveis alegrias, seus fins violentos e o que mais a arrebatava dali.

Ela precisava de algo e/ou alguém para extravasar. A urgencia que corria por suas veias a incomodava, pois sabia ser fixa. Nao havia como aquilo ser feito.

Do que ela era mesmo capaz se resumia em encontrar os motivos que consolidavam isso. Sentia-se derrotada.

Ela estava mais cansada do que se permia sentir. Seus sentidos todos estavam descontroladamente amortecidos. Ah, como ela queria escolher pelas mudanças. Ela se tornara, basicamente, uma escrava.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s