A Visita.

Era estranho que se sentisse assim, mesmo sabendo que seu avô nunca a havia deixado, ter sua presença tão tangível e sensível a enternecia de uma maneira que ela ainda não estava preparada para descrever. Não com palavras, não de forma apenas humana.

Outros acontecimentos implícitos a este faziam-na se sentir um tanto culpada por carregá-los, mas não era de seu controle. Ela percebera, pois, que desde a primeira visita sua saúde a castigava. Por melhor que fosse a notícia, por mais que ela definitivamente necessitava continuar junto dele…

Há uma semana agora que não dormia. Sua cabeça não parou de doer por uma hora sequer. Ela estava esgotava física e psicologicamente, poderia até mesmo esboçar uma barra de energia e que se essa fosse a sua, estaria alertando terem usado além da reserva e não haver sequer um resquício para seu preenchimento.

Não era como se agora aproveitasse de suas sobras, era mais como se manter das sombras, da ausência e lembrança de algo que nunca realmente voltara a ter. Ainda assim se sentia agradecida. Os dois estavam juntos e era o que importava. Ela não sabia se em seu mundo ou no dele, mas coexistiam numa dimensão alternativa que a estava envelhecendo, mas também não importava. Nada mais, nada a menos.

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