Culpada.

Eu me recuso. Por mais que não vá levar a nada, eu continue estagnada no tempo e no espaço, ainda assim me recuso a tomar decisões por vias que seriam de forma simplesmente encaradas como naturalmente típicas da situação, da idade e das circunstâncias. Tampouco tem a ver com algo relacionado a ser diferente, manter a originalidade ou tais preceitos sobre tentativas de destaque.

Na verdade eu só não consigo dirigir àqueles por que dia após dia alimento sentimentos de gratidão, compaixão, zelo e afins, tais emoções que nunca deixei de carregar, outros que se colocados lado a lado se degenerariam, fadados a substituição com a infeliz extinção.

Ainda os quero, os estimo, tendo uma admiração que prefiro manter distante de questões relacionadas ao meu interior, motivos inteiramente pessoais e outros elementos que manchariam a imagem que durante anos compartilhei e eles a iluminaram constantemente e agora, meses depois, forçosamente a mantenho impecável.

É dolorosamente difícil mas é possível. Em dado momento foram os meus melhores amigos, representaram a força da amizade de forma extraordinária e até hoje me ensinam através de toda a distância e consequências de nossos vínculos quebrados como é projetar somente o que for de melhor, enviando luz e amor a eles cada vez que a dor lancinante punge em meu peito, anunciando a saudade com a desolação que vibram pelo abandono.

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