201…(?)

“O tempo passa… Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa do modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim.”

Começo do ano com gosto de… Nada. Nada que eu possa definir. Não há um começo de algo novo aqui, não quando continuo presa. Presa em, especificamente, abril do ano passado (mas não apenas). Presa a pessoas, acontecimentos e também a falta de ambos. O tempo está avançando e me levando outras coisas, porque não recuperei as poucas que outrora tive. Ele avança enquanto eu permaneço estagnada, o que é devastador. Não reconheço esse tempo, não me insiro nele, apenas me perco. Tenho medo de tudo, e de todos, o tempo inteiro. E eu, definitivamente, não estou pronta em tempo nenhum e para nada. Só. Sem outros rodeios.

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