“Vínculo nenhum”.

Porque uma coisa é você saber que algo existe, mas outra total e completamente diferente é experenciar de forma branda o que antes se limitava a sua imaginação. O que antes, por mais intenso e gritante que fosse, não lhe deixava em desespero absoluto e fazia seus joelhos fraquejarem.

Foi assim, ainda ontem, quando tive um vislumbre de alguém que há muito não via. Quando nunca deixei de querer encontrar com tais pessoas e dizer o quanto eu sentia por tê-las desapontado, por elas serem (assim, inadvertidamente) vítimas de outro capricho dos meus pais. Pois são essas pessoas as que, ainda hoje, recebem todo o meu apreço, preocupação e melhores estimas. O que antes era manifestado e de hora para outra, foi estabelecido simplesmente não haver o que se estabelecer. Só a distância ascendente.

Eu sei que poderia brincar que estava bem, mas foi irrefreável a forma que meus olhos transbordaram (não pela primeira vez, visto que já os havia “encontrado” ao acaso). É realmente além do meu alcance, sinto a falta de cada um deles a cada dia. Quero-os e quero-lhes. E eu não aguento pensar que está acabado, porque nada disso pode ter fim. Não… posso. Então eu não aguento, tampouco suporto.

Sei que a insônia piorou após acordar durante meses, noites seguidas, de um sonho onde nos acertávamos, as coisas enfim esclarecidas – sendo celado com abraços demorados. Não se resume em saudade, mas em algo destrutivamente ascendente. Não há superação ou esquecimento que se aplique, ponto.

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