Menor.

Sua cabeça ainda migrava pelas últimas palavras pronunciadas há poucos minutos por seus pais. Tentara se controlar, manter a discrição com o respeito, tarefa que se revelava mais difícil com o passar dos anos. O tópico fora faculdade, a moradia e as mudanças. Ela simplesmente não podia aceitar que o que mais queria fosse arrancado, assim, de suas mãos antes de terem de fato as alcançado. É de um calibre que a deixava desnorteada. Ela conseguia sem maiores dificuldades discorrer sobre seus argumentos completamente aceitáveis e racionais, mas o que faltava em seus pais se declarava em sanidade.

Ela não queria mais estar presa. E era assim que se sentia. As tentativas, contudo, pareciam cada vez mais vãs.

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