Cochicho do nada.

Ainda é como se eu estivesse caindo. A sensação de queda livre incessante amolece meus músculos enquanto a dor entorpecente faz com que eu acredite estar derretida. Sem nada consistente, por mais que o vazio se torne tangível. As jorradas de ar preenchem meus pulmões, me atravessando quase que, ironicamente, me tirando o ar. Tiritando, acaricio a água com minhas mãos tremulas, sem fôlego dou outra investida em direção nenhuma. Ali apenas há escuridão, a ausência de luz e da alma. Em suma, apenas há o amontoado de ausências, situado entre as grades de pele e revestidas de ossos que meu corpo se transformara.

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