Sufoco.

As lágrimas pareciam feitas de ácido. Ao escorrerem por sua pele, queimava e dissipava os tecidos de sua face. Ainda mais corrosivo em seu interior, era como se em cada jorro de seus olhos, suas entranhas fossem ferozmente expelidas. Sua mandíbula se contraia, pressionava, abria e fechava em caretas que assustariam o mais destemido dentre os homens. E a cada gota, ela se sentia mais vazia conforme o buraco em seu peito parecia prestes a devorá-la em sua expansão. Gemia de dor, grunhidos que a torturavam. Se esforçava para respirar, lufadas carregadas de nenhum oxigênio. Com força, se curvava, a dor não diminuía e sentia-se mais fraca para resistir a outras investidas. Ela não aguenta mais. Nada. Fora consumida pela dor, e NÃO PODIA (realmente incapaz, impossibilitada) absorver ao que dava cabo e originava um sofrimento incomparável além de indescritível. Ela se consistia em fracasso e então houve a desistência: Não havia quem pudesse ser, ela não estava mais ali. Ela se perdera, quebrava em centelhas estragadas e em tantas que não se questionava se havia ordem a partir do caos. Não importava, a ruína e ela estavam a sós.

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