Conheço pessoas por anos e que são completos

Conheço pessoas por anos e que são completos desconhecidos. Tenho amigos que se me conhecem, sabem que a real é que me desconhecem também.

Há aqueles que se lamentam hoje do mesmo que lamentaram anos atrás. Há amargura, ressentimento, arrependimentos, desmotivação, desesperança, os pensamentos audaciosamente suicidas, a falta de gratidão, o desrespeito, a inversão de valores e a mesma ladainha que os jovens atuais não cansam de gritar a plenos pulmões como se fosse algo com o qual apenas se conforma, permanecendo inalterável – não por sua normalidade, mas talvez pelo desalento com desânimo.

Caiu na banalidade a violência, a graça no que é prejudicial e de mau gosto, as ofensas são das mais severas e de frequência ascendente. A preocupação com o corpo é apenas superficial, o que ele vai aparentar – sem o mínimo pesar para com a saúde devida.

Conheço pessoas que são realmente afortunadas e encaram os dias como verdadeiras torturas, uma vida cheia de regalias nas quais atiram cuspes, pais tão afetuosos, presentes, atenciosos e com as maiores das virtudes e que lhe são dirigidos o desprezo ou até mesmo indiferença.

Eu gostaria de mostrar que o que está diante dos teus olhos pode não estar nas do vizinho. A sua barriga cheinha, poderia estar gritando por alimento – mas você só te importa com os quilos extras, não é?

Te conheci no ensino fundamental e você continua a mesma ingrata depressiva.

Os seus problemas não são os mesmos que os meus, os meus não são os mesmo que de fulano, de fulano não é o de sicrano e os desse não é de beltrano. Por mais diferentes que sejam, cada um vai ter a mesma importância para o seu dono. Contudo, há coisas que não são problemas, são como dádivas que foram entregues mas não são recebidas.

Por que diabos você fica de braços cruzados para abrir seus presentes? Você pode até rasgar a embalagem, mas não desfruta de seu conteúdo.

Você não passa de um desconhecido, mas nem por isso eu deixo de querer o seu melhor.

Para de tentar se conformar com a tristeza por questão de preguiça. Ou nem tristeza, mas o estado que está nesse falso comodismo nojento. Com qual finalidade declara desgostar da vida quando não se propõe a vivê-la?

Eu tenho inúmeros defeitos, mas não é inerte que estou.

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