Frívola não!

Foi ali em seus braços, sem sequer conseguir ver seus olhos, mas sentindo a luz que saia deles e me iluminava aquecendo por dentro, que eu ouvi as palavras saírem de minha boca como se elas se formassem imediatamente antes de chegar a seus ouvidos, mas saiam com tanta verdade e com tanto envolvimento acumulado que as lágrimas que rolavam de meus olhos me surpreenderam junto do sorriso em meus lábios.

E das vezes que eu não disse algo legal sobre você, guardo o arrependimento que agora trabalho para largar. Perdoa o engano, o mau entendimento e a falta de compreensão. Fui impaciente e até inconsequente, não permiti termos tempos diferentes, não quis lidar com a possível falta de vontade e harmonia, não quis julgar, mas o fiz deliberadamente. Ainda menos legal é saber que em nenhuma vez que te dirigi até indiretamente palavras ruins carregadas de insatisfação e frustração, eu as soltei de consciência pesada. Falei mal mais para eu acreditar no que era dito do que para encontrar e confiar na verdade: não importa o que aconteça, eu ainda quero.

Quero coisas que talvez você desconheça, se te peço por inteira e nem você compreende, é a questão de ser o que nós duas não conhecemos, e seja bom ou ruim: eu quero. Quero que saiba que se parece pouco, lembre-se que eu quero tudo o que pode me dar. E se não há nada que queira me dar, eu recebo de braços abertos a oportunidade de desvendar o contrário: você também quer que eu tenha o que você tiver.

Eu vou traçar uma verdade e seguir por ela, a sensação pode ser estar na corda bamba, e por mais que não me dê segurança, eu já não me importo: eu quero. Eu quero você por inteira, o seu olhar, o seu rosto recebendo a ponta dos meus dedos, a minha pele na sua, o seu cheiro se misturando com o meu, os seus cabelos na minha roupa de cama, as minhas roupas jogadas em algum canto, os seus lábios explorando o meu corpo e eu rendendo minhas defesas que saem de férias, deixando a minha urgência por você vir sem hora para voltar de onde veio.

Já não importa o que eu pensar de mal, você virá com a verdade – e vou tratar de ser recíproco. Em algum momento em meio a tempestade, o abrigo vai estar como uma brisa mais calma, um anúncio de que logo vai passar e o sol vai brilhar. Onde quer que haja um raio desse sol, eu sei que virá do seu olhar. E se não houver abrigo, eu estarei melhor no conforto de seus braços, numa prece silenciosa de eternizar cada abraço nosso.

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