Não muda mais.

Sentia como se agora pudesse de fato acreditar que existem, sim, coisas que nunca se perdem nos abismos da memória e/ou esquecimento.

Nao por elas serem imutáveis. Na verdade, é a percepção de que, não importa o tanto que mudem, elas ainda serão as mesmas em sua essência é o que as imortaliza. Até o ato mais remoto e deixado acaba revelando-se tão fixo e penetrante como algum trauma terrível ou algo de exímia importancia, o qual é requisitado frequentemente para manter-se sempre a vista. É um tanto desconcertante, sendo proporcionalmente um alívio. Esperar algo, confiá-lo a sua memória ou ao acaso é perturbadoramente assustador. É incerto. Mas saber e poder acreditar em algo é… Melhor. Talvez necessário. Você sabe que em algum lugar, de alguma forma, em meio a tantas outras inúmeras variáveis, terá uma unidade constante. E isso basta.

Eu gostaria de garantir que essa unidade é você, como eu sinto que é. Mas nós já nos mostramos instáveis o bastante para certamente desacreditar nessas incertezas mais constantes e não menos verdadeiras.

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