Thrive.

Enquanto eu me esvaziava desde o raiar ao cessar do dia, esvaziar-me ao ponto de estar tão cheia de palavra, de agulha e do que me corroía e largava os restos pelos cantos, eu ainda assim me sentia prestes a transbordar, não como se deixasse prestes a ser a gota d’água mas como se viesse um rio inteiro; e ela estava ali tão incerta quanto um oásis, mas eu sabia que me agarraria a ela.

Ela tem tanto a mostrar que eu quero lhe dar cores e lápis para se pintar, quero ser folha em branco, mesmo que eu esteja suja e amassada, eu quero ser imensidão para ela se aconchegar, eu deixo ela se transcrever nas linhas do meu corpo, na ponta dos dedos ou do giz, ela pode vir a explorar, pode vir com beijos e suspiros, mistérios e afagos, a respiração será o seu guia ao passo que as batidas aceleradas farão nossa rima, entre corpos é melhor que entre aspas, ela pode vir em prosa ou poesia, os parágrafos tortos com a ânsia em toques ávidos, em repentes ela pode pensar ir, o que ela não pode é partir como outrora.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s