Família.

É realmente nauseante olhar para alguém que te provoca não apenas o nojo em si, mas te dá umas bordoadas com o desgosto e incessante incômodo com sua presença, suscita lamentações e se torna alguém digno de pena – e quem é digno de pena, não é digno de mais nada.

Como se o problema fosse apenas esse, o que revela-se como a ponta do iceberg, a questão está em: esse alguém são meus familiares mais próximos, pais e irmã.

O vínculo de sangue tornara-se tão vão que dispensa qualquer outro comentário.

Fui exaustivamente xingada, desmotivada, humilhada, surrada, mal entendida e sei lá mais o quê.

Segundo eles, eu sou:

Vaca, cobra, monstruosa, animal, retardada, louca, me faço de vítima, dissimulada, mentirosa, sínica, feia, gorda, sem noção, sem senso, errada, a desgraça de suas vidas, os amaldiçoei com meu nascimento, burra, incapaz, inútil, olhar minha cara é um tormento, não dou ouvidos pra ninguém – só quando me convém, venenosa, arisca, ignorante, arrogante, prepotente, desmerecedora, não presto, não valho a pena…

Tem mais, muito mais do mesmo, mais do que não só de uma vez lembro.

Se meus pais e irmã dizem isso, o que os outros esperariam de mim?

É melhor que seja nada, é melhor que não me esperem.

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