Don’t stand so, don’t stand so close to me.

Eu sinto como se a irritação fosse vulcânica, como se a qualquer momento fosse vir sua erupção, acredite se quiser: surpreendentemente, verdades vomitadas, pensamentos enfim compartilhados, barracos armados, xingamentos, chateações desvendadas com afins. Eu só não estou nem minimamente afim de passar por convivência obrigada, não quero ter de fingir gentileza, não estou aberta a simpatia indesejada, não quero nem saber de respeito se não for mútuo, eu estou saturada do que é forçado por se considerar o mais correto, as vezes – e é na maioria delas -, o certo é o verdadeiro e ponto. Não quero embarcar em outras irrealidades, eu já não me acho em nenhum canto, e não sei o que diabos não tem me tirado dos eixos porque, verdade seja dita, é como se já não houvesse um eixo meu. As pessoas têm parecido cada vez mais nojentas com seus pesamentos mesquinhas, essa necessidade infundada de sobrepor seus próprios gostos e conceitos para os demais, esse absurdo de pensamentos machistas de merda, suas micoses, seus cheiros exageradamente humanos, manias intoleráveis, comportamentos tão inadequados e inconveniências frequentes, pessoas só têm sido pessoas, seres mais repugnantes do que humanos, ou demasiadamente humanos. Eu quero lógicas sendo seguidas, noções presentes e limitantes, sim!, cansa esse papo sem noção, o raciocínio é pra ser usado, puta merda. Como são todos ocos, doentes, como nos aborrecem. Eu quero dar uns murros nos egocêntricos de bosta. Será que não percebem como são irritantes, sem graça, sem nada? Estão cheios de carne imprestável, cobertos de inutilidades, munidos de arrogância, exalando ignorância, por que tão burros, inconsequentes, asquerosos, prepotentes…? Que condutas de dar pena! Estar rodeada do que só te irrita deixa os irritantes mais repulsivos e a irritação cresce exponencialmente. Eles não têm mais jeito. Nem eu. Pedem mais amor, por favor, eu só queria que não agissem sem seus escrúpulos e que tivessem um bom discernimento, uma higiene satisfatória, não peço que me agradem, mas que não encham a porra do meu saco. Por que esse hábito idiota de querer apoio no matter what, de exigir um compartilhamento dos gostos, por que acreditam serem tão queridos e almejar que o repliquem em seu íntimo quando se tornam cada vez mais iguais, uma companhia onipresente, qual o sentido em querer que todos cedam a suas vontades? Que sejam fiéis a quem são, mas que não me obriguem a nada! Eu não sou obrigada a estar perto de quem não aprecio e, quando acontece, eu sou menos obrigada ainda a gostar disso ou fingir isso. Só parem. Parem e tomem distância, amém. E eu não aguento mais esses julgamentos irreprimíveis com a reprovação constante a que sou submetida. Estão todos famintos e só buscam por alimentos.
Estar sozinha me permitia observar os outros e o que eu via era um reflexo de mim mesmo – eu nunca seria como eles.

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