Jar. War.

O pote, o pote da minha cabeça não se equilibra, não esvazia, não me alivia; transborda, incessante, ataca cada parte minha, mas como a mulher de malandro que tem a mão do cabra em seu pescoço e grita por ajuda, de alguma forma, logo, geme. Eu não faço mais sentido, eu me perco nos meus sentidos, eu me anestesio, anestésico algum. 

Não há conversa, há profusão interna, era para ser fogos de artifício por aqui, mas eu tenho um maldito-hiroshima-nagazaki-organismo que chora e ri, num funcionamento danificado que só faz com que ela motive chacota, espanto, euforia, singela simpatia… ela em si se choca.

Associação, foco, conexões, percepção, ansiedade, ânimo, controladores e estabilizadores (calhordas falhos, com juras de figa atrás das costas); eram medicamentos, caros!, e estavam por cada parte dela e, ao invés da melhora, ela se sentia contida em seu corpo que virara uma jaula, o mecanismo não fora alterado, ele só estava amarrado e, vez ou outra, o pote quebrava e ela nunca soube se consertar, se remendava, transformava, o que seja, que fosse. 

Por que as coisas aconteciam nela de forma tão distinta do que a rodeava? Por que diabos tão deturpada, realidade fajuta, a afrontava?

Ela deixou de delinear a distinção entre o que tinha ali do que exteriorizava.

Aprendeu, ou só aconteceu, os questionamentos eram para assustar e ela deixou de encorajar o medo de sua (já falada e enobrecida) coragem do que a fazia fanstasiar, enfim, ela passou a fazer em par.

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