Ada, ada, ada.

Eu estou tão afogada, torturada, descontrolada, desesperada, ada, ada, ada, que roubada. Larguei os remédios por conta própria, não tenho condições financeiras de mantê-los e eu, tão fraca, fracassada, detesto que eles sejam impostos como uma dependência.

Tenho uma garganta dolorida, pulmões ardidos, ar cortante, o oxigênio pesa e a realidade demasiado densa. Eu estou afogada, soterrada, sufocada, ada, ada, ada.

Tudo sufoca.

Eu não consigo pensar. Eu não consigo ter o raciocínio completo.

Eu estou perdida. Eu não tenho nem mais as palavras.

Não há refúgio.

Onde eu começo? Onde a insanidade termina?

Eu não sei nem se aguentei e continuo aqui. Paro.

Para, para, para… Para… Para… Para.

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