Ainda você.

Eu ainda escolheria você.

Depois dos bloqueios, exclusões e fugas que me diligenciou, eu ainda escolheria você. Depois de ter sido a empregada, o banco, a secretária, a terapeuta imprestável, a planta, o brinquedo, eu ainda voltaria para você. Depois de ter sido a pirralha mimada, a egoísta que pintou na minha cara, eu ainda tentaria ser a melhor para você. Depois de terem te xingado, mostrado por a-mais-b que não é as N coisas que pensei, mas um outro idioma com alfabeto num mundo aparte, errôneo e fora do que te localizava, eu ainda defendo e defenderia você. Depois de nem um ou dois, mas cinco meses que sequer te vejo como agora ou mais, eu ainda espero e esperaria você. Depois das atitudes controversas, das humilhações e desrespeito, eu ainda apoiaria você. Depois das chantagens, manipulações e piadas sem graça, eu ainda ouviria você. Depois dos maus tratos, eu ainda cuidaria de você. Depois do seu esquecimento com superação, eu ainda só penso em você.

Mas você não é mais você.

E agora eu já não tenho escolha.

Não existe mais você, e eu só nasci para você.

E agora, sem você?

Talvez você nunca tenha sido você.

E eu, que tanto amo você?

Não mais, não você.

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