25 de julho, 10 AM.

Vou te colocar como datas e horários.

Voltar a noite de sexta-feira 17 de julho, até o meio-dia de 18 de julho, com possíveis dias subsequentes e o buraco maior que o que há em você que me impôs. Ok? Ok.

Não vou deixar que coloque a culpa em mim e eu não vou me culpar. Se você é rasa, é isso, não tem nem o que eu julgar também. Caso esteja a procura de sexo casual e alguma experiência com bocetas, go ahead e obrigada por ter me cortado do jogo, a ideia de “curtir” que eu tenho não me envolvia com feridas expostas, com um puta amargo e sensação de uso.

A questão não está nos fatos em si, respeito e nada tenho a ver com as escolhas que cada um faz, ainda mais das quais eu compartilho, como manter-se livre, desprendido, sem compromissos e agarrando oportunidades de prazer, mas não igualmente pois eu não firo, iludo, desprezo, esnobo, ignoro, após poemas, pseudo promessas, planejamentos e entusiasmo – o que não largo mão de dizer que é covardia sim, e não denota nenhum aspecto positivo no caráter.

Eu mergulhei sozinha, admito o que sequer é segredo, e foi numa pessoa rasa, mas foi ela mesma quem disse que estaria ali comigo, e que a profundidade era recíproca.

Intensidade não é para casualidades.

E a pior parte é ser levada a pensar o pior de ti, também. Ser convencida da sua sua melhor versão estava ok.

Agora eu só quero apagar. O problema é que não sou como você, sequer sei se consigo.

Eu quero um basta, mas para isso precisaria de honestidade da sua parte, e você nem mesmo está mais aqui.

Você provavelmente agora mesmo está com outra que conheceu ontem, ou antes, e está gemendo com o sexo matinal, como nós fizemos há uma exata semana, agora não sou mais eu ali, não vou chupar, não vou bajular e receber um “obrigada pela atenção e pelo carinho” após dias de conversas infinitas – aquelas que te preenchem, dão friozinho no estômago, passam o tempo, te fazem rir e se apegar – não sou eu ali, e vou me conformar que não mais serei, também, que no mesmo dia quando decidiu que não nos falaríamos mais, você colocou outra para substituir, que agora é a mesma playlist de quando transamos tocando, e que apesar dos dez anos a mais que eu nos seus documentos, eu espero não aprender nada disso com você, a não ser a reconhecer qualquer semelhante a você e me afastar de pronto. Se fosse para ser uma noite, você deveria ter agido de acordo, ué. E não há nada de errado em mudar de ideia, de direção, ir, voltar, fazer o que lhe aprouver, mesmo, só não brinca comigo, não pisa no meu pé, isso sim está errado.

Eu ainda não quero me culpar.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s