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Simples sem ser fácil.

Elegi seu perfume o cheiro mais cheiroso desde que esteja em você.
Vi nos seus olhos uma luz como guia.
Com suas mãos enxergo meu caminho.
Em ti não tenho apenas abrigo, de ti nada tenho, apenas a faço do que sinto, mas não escolho senti-lo.
Eu já não sei o que faço. Sei bem o que sinto, e até por isso menos sei do que faço, menos sentido tenho e menos me basto.

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Eu entendo, mas isso não muda nada.

Sempre entendi os loucos, os burros e os filhas da puta – são felizes. A felicidade que nunca estendeu sua compreensão para os meus braços.

Os filhas da puta, em particular, são aqueles que se fazem mais claros, são os que me desdobro, ou então por epifania, mas os compreendo para que não ocupem ainda mais espaço com rancor em meu organismo – e deve ser por isso que exaustivamente lido com filha da putagem.

Não é que só me relacione com filhas da puta, eles seriam assim caso me permitisse a enxergar sua podridão, mas repito: não faço dos defeitos empecilhos e, não raramente, só sinto (e sentimento é mesmo para se sentir, não para se pensar sobre).

Pois então, entendo que minhas reações e ações não sejam reproduzidas por alguma outra pessoa, entendo que não gostem de mim e sequer sintam empatia, entendo que o que tivemos não tivemos – a carência não deve ser tão estimada -, entendo que facilmente tenha se distanciado e então partido como se mal tivesse vindo e visto o que viu e feito o que ainda resta.

Entendo que não esteve na minha, entendo que não quis prolongar minha companhia, entendo que mesmo se estivesse numa casa vizinha ainda não me convidaria para visita, entendo que cada palavra desta e cada após como posterior sequer passarão por sua vista.

Entendo o que me forço, não entendo o por que dos esforços, entendo que tenha ido e não entendo por que ainda escuto seu riso, tenho seus olhos comigo e não deixo de sentir como sinto.

Te entendo por si só, sim, a admiro e a estimo,  mas não entendo como você é você se não um você comigo – e sem pretensões de mudar isso, não entendo pois insisto em ser eu-contigo e não esse meu eu perdido tão só quanto um eu-lírico.